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6 de janeiro de 2010

INFÂNCIA

Um balanço no quintal.
Mil crianças a brincar,
A gritar, a pular
Até a brigar, por que não?
Não existia razão
Para desaforo, para malcriação.
Éramos todos muito bonzinhos,
Levados da breca,
Lá isso é verdade,
Mas éramos tão felizes!
Em nossa inocência,
Em nossa infantilidade...
Mas fomos crescendo
Em adultos nos tornamos
Cheios de vícios, ódios, rancores.
Aquele balanço querido
Ficou ali bem escondido,
No fundo de nossas lembranças.
Lembranças de alegria, de riso,
De despreocupação, de aprontação.
E nós, hoje tão gastos pelo tempo,
Nos tornamos amargurados, atormentados
E lembramos de um passado
Que não volta nunca mais
E ao qual não soubemos dar valor.


27 de outubro de 2009

Precisão




O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.

Clarice Lispector

29 de setembro de 2009

Falando de Saudades

Todo mundo fala em saudade, e nós adoramos dizer que saudade é uma palavra que não existe em várias línguas (e realmente,  “ Mi manchi”, “I miss you”, ou “je te manque” estão longe de expressar, exprimir o nosso “tô com saudades”).

Só que a saudade que sentimos têm variações. Existem as saudades boas e as ruins, as nostálgicas resignadas, e as doídas. E só quem já sentiu cada uma delas, sabe diferenciar uma da outra.  Ao falar (escrever) em saudades, lembro de uma música do inesquecível Luiz Gonzaga,  regravada pelo Gilberto Gil, chamada “Qui nem jiló”.
Ela diz assim, em um trechinho:

    Se a gente lembra só por lembrar
    O amor que a gente um dia perdeu
    Saudade inté que assim é bom
    Pro cabra se convencer que é feliz sem saber
    Pois não sofreu
    Porém se a gente vive a sonhar
    Com alguém que se deseja rever
    Saudade, entonce aí é ruim
    [...]
    Saudade assim faz doer e amarga qui nem jiló


Muito legal a letra desta música, daquelas que a gente para pra pensar no que o cara estava falando. Quando fala …"da saudade que a gente “lembra só por lembrar”, Luiz Gonzaga diz que ela é boa, porque não se está sofrendo.
Acredito que não é bem assim. Sim, pois há casos em que não se sofreu mesmo, e há casos em que se sofreu sim senhor, e como! – só que não se está sofrendo mais, e as saudades então nos dão uma nostalgia gostosa.  Mas só são capazes de enxergar esses detalhes, só têm capacidade de sentir esse tipo de saudade, as pessoas que conseguem não guardar mágoa e rancor: você lembra das coisas boas, dá aquela saudade gostosa, mas ela não dói justamente porque você não pensa (ou não quer) viver aquilo de novo; você sabe que já foi, que faz parte do passado, e que é bom que seja assim (afinal tem tanta coisa pra gente viver…).
Normalmente a gente sente esse tipo de saudade de anos bons da vida, de lugares em que se viveu, de viagens feitas, de pessoas amigas que perdemos o contato, etc (claro que amores passados precisam de uma dose maior de compreensão e desprendimento, mas também rola).
Mas tem o outro lado da moeda, né? Achei na internet um texto interessante, que diz:

    A saudade é um bicho. Pode fazer-se dele um animal de companhia ou uma fera imprevisível e de difícil doma. Em qualquer dos casos a trela deve andar sempre curta e firme porque sem saudade os bichos somos nós. E, se nos arranhar, há que lamber rápido para apanhar ainda o sabor da ferida fresca”.

Para usar a comparação utilizada no texto, a saudade domada é a boa, a que foi citada lá em cima. A indômita (ou o outro lado da moeda da saudade “boa”), é  aquela saudade doída, a dor da falta que a pessoa (ou um lugar, ou um grupo de pessoas ou um tempo da sua vida) faz – e no entanto, você sabe que não tem a menor possibilidade de rever aquela pessoa, reviver aquele sentimento ou então reviver aquela época da vida. É doído justamente porque vc ainda não se acostumou com a idéia de que algumas coisas não vão mais se repetir, não vão mais acontecer – só que vc não queria que fosse assim. Saudade doída sempre tem angústia e frustração dentro dela.
Mas ainda não falei da melhor e mais gostosa das saudades, a saudade boa mesmo: aquela com data pra terminar,  aquela que a gente pode matar, aquela que a gente sabe que vai matar.
A diferença entre a saudade “doída” e esta última  é praticamente a diferença entre gula e fome: enquanto a saudade que eu chamei de doída é quase um estado famélico, a saudade que a gente pode matar é aquela vontade de comer um doce no fim de semana, depois de uma semana inteira de regime, sabe? Sorte daqueles que têm o privilégio de senti-la.
Tem também um outro tipo de saudades, que julgo ser  disparado o pior tipo delas: a saudade do que não aconteceu, a saudade do que não foi vivido;  aquilo que o incrivel Manuel Bandeira tão bem definiu como ” A vida inteira que poderia ter sido e não foi”; aquela vida que Fernando Pessoa, angustiado, perguntou um dia : “quem escreverá a história do que poderia ter sido?”.
Ah, essa saudade…não tem tempo no mundo que faça passar…
O segredo está em fazer com que, apesar de doída, ela não infeccione; está em aprender a conviver com ela, e aceitá-la como parte de nós. Está em dar um espaço para ela existir, ao invés de sufocá-la e fazer de conta que ela não existe. Não adianta alguém te dizer “você não deve sentir isso”, porque todo mundo sabe que não deve. Só que fingir que ela não existe não a faz desaparecer certo? Porque afinal de contas, como escreveu Mário Quintana,
Somos donos de nossos atos, mas não donos de nossos sentimentos;
Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos;
Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos…
Atos sao pássaros engaiolados, sentimentos são passaros em vôo.
Então, melhor deixá-los voar, melhor colocá-los pra fora – porque assim, eles não nos fazem mal. Certo? Pra quem achou esse texto meio sem pé nem cabeça: acho que ele é mesmo sem pé nem cabeça. Mas quem disse que tudo na vida tem que ser milimetricamente racional e ponderado, certo? Gostei tanto do texto da Lady Rasta, que o trouxe nesta tarde de terça-feira, pra que você pudesse também viajar um pouco…
Um tempo atrás, uma matéria na revista Superinteressante, falava sobre as traduções, mencionava (além da eterna dificuldade na tradução da palavra saudade) uma forma que os ingleses inventaram para descrever o sentimento (obviamente, fazendo uma metáfora) :

   “Quer saber como os ingleses traduzem a nossa representante na lista?
    Pegue nostalgia, desejo intenso, tristeza e afeto, misture tudo, adicione açúcar, sal e uma dose de cachaça, tudo isso enquanto ouve algum samba.”

E ainda dizem que os ingleses são frios. Pois não é que eles pegaram direitinho aquele sentido de “molejo de amor machucado” que toda mulher digna desse nome, segundo Vinicius de Moraes, deveria ter?

Lady Rasta

21 de setembro de 2009

Não gosto



Não gosto de meias palavras. Prefiro o silêncio aos gritos ensurdecedores das pessoas com quem tenho de falar e que não me dizem nada.
Não gosto de engolir palavras que não mereço, nem de desculpas esfarrapadas.
Não gosto de pessoas que só querem o que não têm e quando têm o que querem, não sabem do que gostam.
Não gosto de ouvir, talvez, não sei, sei lá, depois vê-se, tem paciência.
Não gosto que me peçam desculpa.
Não gosto que me prometam e não cumpram, de encontros desmarcados e de esperas infinitas.
Não gosto de gritos, de confusões, de gestos teatrais e dramatismos.
Não gosto de intrigas e de histórias mal contadas, não gosto de meias verdades.
Não gosto de palavras sem sentido e de falar por falar.
Não gosto que falem comigo e não me olhem nos olhos.
Não gosto de palavras arrastadas e de segredos mal guardados.
Não gosto de pessoas que andam de nariz empinado e se acham melhores que os outros.
Que pensam que sabem tudo e que falam com arrogância, que têm um ar de gozo, mas que choram por dentro.
Não gosto de perder tempo, prefiro gastá-lo com o que mais gosto.
Não gosto de lágrimas de crocodilo nem de sorrisos amarelos.
Não gosto de pessoas que falam mansinho ao chefe e levantam a voz à mulher da limpeza.
Não gosto de pessoas que sabem que não têm razão e ainda assim não o admitem.
Não gosto de não poder acreditar nas outras pessoas nem de voltar atrás na palavra e ainda menos que voltem atrás comigo.
Não gosto de pessoas que não olham a meios para atingir os seus fins.
Não gosto de quem não gosta de um animal. Não gosto de pessoas que só vêm o seu lado e que esquecem todos os outros.
Não gosto quando não dizem que gostam de mim, quando o sentem na realidade.
Não gosto de ter saudades daquilo que gosto.
Não gosto que se esqueçam dos meus anos, nem de mim, mas principalmente não gosto que quando esquecido, não me guardem num lugar do coração.


Desconheço o Autor

20 de setembro de 2009

Um poema para domingo.


Um poema para domingo.... por ><((º>Marilene Simão Imagens<º))><.

QUE O DOMINGO TENHA SIDO CHEIO DE LUZ  MEUS AMIGOS BLOGUEIROS....


“Não estejas longe de mim um só dia,
Porque, não sei dizê-lo, é comprido o dia,
e te estarei esperando como nas estações
quando em alguma parte dormitaram os trens.
Não te vás por uma hora porque então
nessa hora se juntam as gotas do desvelo
e talvez toda a fumaça que anda buscando a casa
venha matar ainda meu coração perdido.
Ai que não se quebrante tua silhueta na areia
Ai que não voem tuas pálpebras na ausência
Não te vás por um minuto, bem-amado,
Porque nesse momento terás ido tão longe
que eu cruzarei toda a terra perguntando
se voltarás ou se me deixarás morrendo.”
 


(Pablo Neruda)


19 de setembro de 2009

O casal perfeito



Você pode olhar este texto...e...NOSSA. Que imenso!!!! Te desafio a ler linha por linha. Devore....faça com que cada instante deste texto seja como uma gota em uma boca ávida por água. A solidão dos homens tem a medida da solidão de suas mulheres. Isso eu disse escrevi - e repito - em dezenas de palestras por este País afora. Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios. O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro - ou sem se isolar dele?! O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união?! Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas - a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinho às festas e sexo difícil e sem afeto. Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do "enfim nunca mais só!", porque aí é que a coisa começa a ferver. Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos. Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a amar de outro jeito. Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente. O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio, alguém na família doente ou complicada(o), a mãe ou o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor. E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota - pode ser uma trivialíssima gota - e nos damos conta: nada mais é como era no começo. Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer. Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir. Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio. Um amigo disse no aniversário de sua mulher uma das coisas mais belas que ouvi: "Todos os dias de nosso casamento (de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher". Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida? Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar? Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples; ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão. Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e sobretudo abertura com o outro. Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns. É difícil? É difícil. É duro? É duro. Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino. Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda. O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho e da certeza de que, apesar dos pesares, a cada dia, se escolheriam novamente!!!

Lia Luft.

A vida me ensinou


A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrar que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem, quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros, afinal eu posso ser sempre melhor.
Sorrir, quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo. A ser forte, quando os que amo estão com problemas; Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho; Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
Alegrar a quem precisa; pedir perdão; e sonhar acordado.
Acordar para a realidade (sempre que for necessário);
Aproveitar cada instante de felicidade;
Chorar de saudade sem vergonha de demonstrar. me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
Ver o encanto do pôr-do-sol;
Sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
Não temer o futuro me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.


Charles Chaplin


“Desejo, primeiro, que você ame, e que amando, também, seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E esquecendo não guarde mágoa. Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem se desesperar. Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis. E que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar. E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos; nem muitos, nem poucos, mas na medida certa para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro. Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada essa utilidade seja suficiente para manter você de pé. Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco, porque isto é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente. E que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros. Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer. E que sendo velho não se dedique ao desespero. Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós. Desejo por sinal que você seja triste; não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano. Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta. Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-Barro erguer triunfante o seu canto matinal. Porque assim, você se sentirá bem por nada. Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe seu crescimento. Para que você saiba de quantas vidas é feita uma árvore. Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga “Isso é meu”, só para que fique bem claro quem é o dono de quem. Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele, e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar. Desejo, por fim, que você, sendo um homem tenha uma boa mulher. E que, sendo uma mulher, tenha um bom homem. E que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte. E quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar. E se tudo isso acontecer não tenho nada mais a te desejar.”

Vitor Hugo

Enquanto você dormia


Enquanto você dormia tentei descobrir a receita da felicidade para dar a você em doses homeopáticas, para que ficasse dependente de mim:
Esse é meu lado egoísta!

Enquanto você dormia tentei negociar com Deus alguns anos de vida em troca de um par de asas que me permitissem alçar vôo até você:
Esse é meu lado sonhadora.

Enquanto você dormia eu aprisionei o vento, silenciei os sons da noite e calei os seresteiros para que o silencio embalasse teu sono:
Esse é meu lado anjo da guarda.

Enquanto você dormia eu apaguei todas as estrelas, desliguei a lua, coloquei vaga lumes atrás das montanhas e pedi as nuvens para te embalar;
Esse é meu lado fada.

Enquanto você dormia encomendei um amanhecer perfeito, pedi ao sol para despertar depois de você e iluminar os caminhos do teu dia:
Esse é o meu lado bruxinha.

Enquanto você dormia tentei me manter acordada para sentir o quanto te amo até concluir que melhor era dormir e te encontrar no sonho:
Esse é meu lado carente.

Enquanto você dormia eu tecia sonhos com os fios de lembranças de nos dois enquanto meus olhos relutavam entre o sono e o despertar:
Esse é o meu lado saudade...

Enquanto você dormia pensei numa frase que traduzisse meu sentimento para que você lesse, enquanto eu dormia:
Já disse hoje que te amo??:
Esse é meu lado amor...

Lady Foppa

23 de maio de 2009

Hello Honey


Boa noite á "todos"......hahahaha.....Entenderam! Uia (engraçado) hoje em dia estou mais contente, tbm né depois de dias (quase meses) com aquela cara, eu tinha que dar um jeito, pior não tinha como ficar;

Estou indo a minha sessão de Smallville (6ºtemporada, já no fim), já que cineminha não tem jeito mesmo....!!!

Buenas...

Reflexão da noite!


IMPOSSÍVEL ATRAVESSAR A VIDA ...

SEM QUE UM TRABALHO SAIA MAL FEITO,
SEM QUE UMA AMIZADE CAUSE DECEPÇÃO,
SEM PADECER COM ALGUMA DOENÇA,
SEM QUE UM AMOR NOS ABANDONE,
SEM QUE NINGUÉM DA FAMÍLIA MORRA,
SEM QUE A GENTE SE ENGANE EM UM NEGÓCIO.

ESSE É O CUSTO DE VIVER.
O IMPORTANTE NÃO É O QUE ACONTECE,
MAS, COMO VOCÊ REAGE.

VOCÊ CRESCE QUANDO NÃO PERDE A ESPERANÇA, NEM DIMINUI A VONTADE, NEM PERDE A FÉ.
QUANDO ACEITA A REALIDADE E TEM ORGULHO DE VIVÊ-LA.
QUANDO ACEITA SEU DESTINO, MAS TEM GARRA PARA MUDÁ-LO.
QUANDO ACEITA O QUE DEIXA PARA TRÁS, CONSTRUINDO O QUE TEM PELA FRENTE E PLANEJANDO O QUE ESTÁ POR VIR.

CRESCE QUANDO SUPERA, SE VALORIZA E SABE DAR FRUTOS.
CRESCE QUANDO ABRE CAMINHO,
ASSIMILA EXPERIÊNCIAS...
E SEMEIA RAÍZES….

CRESCE QUANDO SE IMPÕE METAS,
SEM SE IMPORTAR COM COMENTÁRIOS.

CRESCE QUANDO É FORTE DE CARÁTER,
SUSTENTADO POR SUA FORMAÇÃO,
SENSÍVEL POR TEMPERAMENTO...
E HUMANO POR NASCIMENTO!

CRESCE AJUDANDO A SEUS SEMELHANTES,

CONHECENDO A SI MESMO E
DANDO À VIDA MAIS DO QUE RECEBE.

E ASSIM SE CRESCE…..

(AUTOR: SUSANA CARIZZA)


Beijos e Afagos.......M.